Hoje, o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, desloca-se a Oslo, na Noruega, para receber o Prémio Nobel da Paz, recentemente atribuído às suas apregoadas boas intenções.
Não ficará por lá muitas horas. Será pouco mais do que o tempo estritamente necessário para sacar o prémio das mãos de quem lho entregar... e ala que se faz tarde!
Os noruegueses, esses dividem-se entre o sentimento de desapontamento e a ofensa, pelo facto de Obama ter cortado drasticamente o seu tempo de permanência em Oslo, o que o “obrigou”, entre outras coisas, a não participar numa conferência de imprensa, a rejeitar o convite para tomar um pequeno almoço com o Rei da Noruega e a não assistir ao “Concerto Nobel”, que é realizado em honra do laureado... ele próprio.
Não entendo de que se queixam os noruegueses!
Primeiro: O homem foi laureado com o Nobel da Paz... não o da boa educação!
Segundo: O homem tem duas guerras para gerir em dois países. Num, que os EUA invadiram e praticamente destruíram (menos o petróleo!) e outro, que está em pantanas e em estado de guerra civil, provocada e acirrada exactamente pela presença americana e seus aliados, que insistem em ali procurar o que já há muito sabem que nunca encontrarão... a não ser mais mortes.
Entretanto, um dos inevitáveis "spin doctors", neste caso o especialista em relações públicas Kjell Terje Ringdal, já justificou a atitude de Obama, sustentando que "É inteligente por parte dele, já que ele quer manter uma atitude discreta e evitar que a medalha do Nobel brilhe em demasia."
Não vale a pena preocupar-se. Já conseguiu. Não brilha!





















